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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

O Reencontro

Reencontraram-se depois de ausências. Quando ela abriu a porta, um sorriso foi trocado por ambos, beijaram-se com as saudades.
Beijos sofregos, cada vez mais intensos, cada vez mais sofregos.
Há quanto tempo não se viam? Há muito tempo, mesmo que o último encontro tivesse sido a semana passada, ou mesmo ontem.
Não foi trocada qualquer palavra, trocaram beijos e carícias.
As roupas facilmente saíram do corpo, não faziam falta naquela altura. E tudo o que tinham a fazer fizeram, durante horas, não existia cansaço, tinham que aproveitar cada segundo para se saborearem. E que maneira de se saborearem...

Ao fim de horas, não sabem quantas, adormeceram nos braços um do outro e dormiram profundamente, como há muito não dormiam. Um sono justo e feliz...

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Sem titulo

Sem titulo, sem sorrisos, sem nada...
Senta-se à espera do futuro que não chega.
Será que quer que o futuro chegue? 
Será que quer viver no passado?

Não sabe, por isso não tem titulo.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Final

Tudo tem um inicio, tudo tem um fim. No meio ficam as recordações, as memórias. 

Os amantes jamais se tornaram a ver e continuaram as suas vidas.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Calor


Chegou a casa, tinha estado um dia de calor intenso. 
O corpo dela estava quente desse calor. 
Tomou um banho para se refrescar. Perfumou-se. 
Vestiu o seu melhor vestido, a sua pele. 
Deitou-se na cama desfeita. 
Estava  pronta para o seu sonho...

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Horas

Bastaram umas horas para se encontrarem de novo. Um encontro há muito desejado por ambos.



Ficaram palavras por dizer, ficaram beijos por dar, ficaram ainda as saudades.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Ainda os amantes

Encontravam-se regularmente num quarto de hotel numa rua movimentada. Lá fora o barulho do trânsito, pessoas a correrem para casa, numa rotina doentia.

Eles tinham o seu momento, sem rotinas, sem correrias. Aqueles momentos eram só deles.

Entravam  no quarto a correr, a despirem-se rapidamente, tinham uma urgência, a urgência dos seus corpos.

Ela adorava quando ele a penetrava, sentia-o seu, era possuída por um egoísmo. Agora ele entrava e saía dela, ela sentia-o e ela queria-o cada vez mais. Os seus orgasmos eram repetidos, era a sua oferta para ele. A oferta de ele a conhecer tão bem. Ele conhecia cada ponto do seu corpo, ele fazia-a estremecer e gemer de um prazer tão único, tão dele.

Paravam por uns minutos para depois recomeçarem. Paravam e recomeçavam, eram noites passadas assim. Adormeciam cansados, ela adormecia no meio dos seus braços, sentia-se bem, sentia-se protegida. Nunca se tinha sentido assim. Nunca tinha sentido tanto prazer como que com ele. Ele sabia-o e sentia-o, ele também tinha um prazer único.

Acordavam mais cedo, para se terem novamente. Era sempre um belo acordar.

Depois entravam na rotina que já estava na rua. Passavam a ser pessoas comuns, com rotinas doentias.

Quanto mais tempo se iriam encontrar? Ela sentia que seria por muito pouco tempo porque a rotina os separava.

Estariam prontos para a separação?

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Surpresa

A surpresa era o encontro que tanto esperaram...
Iriam ter-se de novo. Iriam ser um do outro por horas.
Esperam tanto tempo por este encontro. As saudades aumentavam com os dias, falavam, mas não era a mesma coisa. O que tinham vivido ainda estava muito presente.

Para ela fora uma entrega  de corpo e alma. Ele havia conquistado a sua alma, a alma que ela jamais pensou que ainda a tivesse.


Por muito que a distância física os separe, eles estarão sempre juntos porque são amantes.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Força

Esporadicamente se encontravam, mas quando acontecia o desejo tornava-se numa força.
A força que os unia era o desejo um pelo outro. Aquele desejo que estava guardado à espera do encontro.

Tão grande era força que não dormiam, beijavam-se, amavam-se, descansavam sempre agarrados com força. Tudo era repetido vezes sem fim, que importava o cansaço se estavam juntos. Aproveitavam cada minuto porque os minutos eram preciosos, não sabiam quando se iriam ver novamente.

E assim, com esta força os amantes se reencontravam.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Eternos


Olham para o infinito. Estão há séculos a olhar para o mesmo.

Já assistiram a revoluções, guerras, Invernos e Verões. Há séculos que estão ali, a olhar a mudanças que se passam neste mundo onde tudo muda rapidamente.

Por eles, passamos todos os dias. Uns tristes, outros alegres, uns a chorarem, outros a rirem. Nem reparamos que eles estão ali a observar-nos.

Há muito que observam as nossas vidas, sabem cada pensamento nosso, mas quem passa por lá não sabe as suas histórias, os seus pensamentos, o porque estão ali há tantos séculos. Mas o que importa são o que eles conseguem ver o que cada um de nós é.

Provavelmente, foram amantes, daqueles amantes dos romances, o do amor proibido em vida e em que ficaram juntos para a eternidade. Tipo Pedro e Inês, uma história tão nossa, tão bela, tão real e tão macabra ao contrário do Romeu e Julieta que não passa de mera ficção. Nunca saberemos as suas histórias e porque estão juntos para a eternidade. A sua história foi escrita em pedra, para nós sabermos que existiram, ao contrário das nossas que são escritas em segundos, em papel que facilmente ardem à menor chama.


Nós não somos eternos, mas eles serão sempre eternos e estarão sempre juntos ao contrário de nós.

quinta-feira, 13 de março de 2014

O reencontro

Chegaram ao quarto, fumaram um cigarro na varanda. Estava uma noite amena que iria ficar quente, muito quente.
Beijaram-se, trocaram caricias, amaram-se como se fosse a primeira vez. Ela estava tão feliz, finalmente estava com ele.
Os corpos, as bocas, as mãos tornaram-se num só. Cada orgasmo era uma troca de prazer e oferta para ambos. Ofereciam o seu prazer um ao outro, como tantas vezes o ofereceram. 
Com ele era tudo diferente, a sua entrega era de corpo e alma. Sentia-se sua, sentia-se parte dele. Nunca se tinha sentido assim com ninguém, nunca se entregara daquela maneira, sem medos, sem receios, sem pensar no que seria depois. Entregara-se, finalmente, completamente a um homem.
Durante a noite ele puxava-a para si, abraçava-a como se a quisesse proteger do depois, do dia seguinte, o dia da despedida.
Por momentos ela viveu outra vez, estava nos seus braços. Dormiu uma noite descansada como há muito não o fazia, dormiu uma noite inteira e dormiu feliz ao lado do homem que a entendia.

E os amantes reencontram-se depois de semanas separados. Um breve encontro de uma noite, não o suficiente para matarem as saudades todas apenas para matarem algumas.

quarta-feira, 12 de março de 2014

A minha história é igual a tantas outras. 
Histórias do dia a dia, de alegrias e tristezas, de vitórias e derrotas.
Gosto da minha história, senão nem a escrevi-a.  

segunda-feira, 10 de março de 2014

O quando

E quando um abraço, um beijo parecem um sonho?

Quando se adormece nos braços de alguém que nos faz feliz e com quem queremos estar sempre, talvez para toda a vida, pensamos que é um sonho que se torna realidade, nem que seja por uma noite.
Quando uma noite parece um segundo. Quando uma noite é quase passada em branco, para poder recorda-la.

Quando passamos um dia à espera do fim para o podermos ver, para podermos ver o seu sorriso, o seu rosto. Quando o vimos um sorriso invade o nosso rosto, a felicidade volta por uns instantes.
Só por instantes porque poucos minutos (mesmo que sejam muitos).

Quando passamos uma semana a sonhar com um encontro. Quando o sonho se torna uma realidade breve. Quando essa realidade é tão breve que parece um segundo.

Quando, só quando...Quando é que as lágrimas vão deixar de existir? Quando?




terça-feira, 4 de março de 2014

Coisas

Os dias em que não falavam eram insuportáveis para ela. Passava o dia a olhar para o relógio para o dia passar mais depressa. 

Como chegara a este ponto? Ela sempre se protegeu de se apaixonar para não sofrer e agora estava em pleno sofrimento.

Durante anos criara muralhas à sua volta e desde que o conheceu as muralhas ruíram. Agora as suas muralhas eram ruínas.

Quando estavam juntos era um paraíso, desde que ele se fora embora ela fora varrida por um mar morto. Tudo ficara destruído e ela nem sabia como começar a sua reconstrução. 
As coisas mais básicas eram um pesadelo para ela, custava vestir-se, maquilhar-se, ela só queria ficar no seu canto escuro, sem fazer nada, sem ninguém. Ela precisava de uns tempos sozinha para poder pensar num projecto para se reconstruir. Ela precisava de sair da cidade, apesar de nunca passar por locais onde passavam todos os dias. Por vezes dá uma volta maior só para não ter de passar por um local que lhe fizesse lembrar algo que se tornara penoso.

Havia dias difíceis e hoje era um desses dias porque não falaram.



sábado, 1 de março de 2014

Choro

Ela acordara durante a noite com o seu corpo tomado por um calor. O seu corpo chamava por ele. Aquela temperatura era a temperatura do seu desejo.

Desejava que ele estivesse a seu lado, que a arrefece-se daquele calor insuportável.

O seu corpo chorava com gotas de transpiração, ela sabia como o acalmar. Estava a endoidecer com o calor da sua falta. Era horrível sentir-se assim, ela não queria, ela batalhava contra aquele calor. E agora que podia fazer? Nada a acalmava, as suas mãos não a conseguiram acalmar, só ele conseguia.

Durante quantas horas ela estivera assim? Ela perdera a noção do tempo, não sabia se tinha sido horas ou minutos. Só sabia que várias vezes era invadida por aquele calor da ausência.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Ela deitou-se, tremia de frio, a cama estava gelada. A cama era grande demais para ela, estava habituada a tê-lo a seu lado a aquece-la.
Passados minutos a cama aqueceu, ela sentiu-se confortável, iria dormir depois de noites em branco.
Tentou fechar os olhos e tudo começou de novo. Sempre que fechava os olhos vinha-lhe a sua imagem, a sua cara como se fosse real. Ela pensou que não aguentava mais nenhuma noite sem dormir. 
Levantou-se, tomou um comprimido que o médico tinha receitado há muito tempo. Deitou-se e ficou à espera do sono ou do sonho que ela queria ter.
Demorou a adormecer e o sonho não apareceu. Naquela noite o sono foi sem sonhos.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

O médico perguntou-lhe o que ela sentia.
Ela disse que sentia uma enorme tristeza.
- Porquê? - Perguntou o médico.
- Porque tenho saudades - Respondeu ela.
Então o médico disse que ela sofria de um grande mal, o mal do amor, não existe tratamento para o amor.
Ela ficou doente por muito mais tempo.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Noite #5#

Depois da dor da separação, ela sentiu-se estranhamente calma. Não sabia o porquê desta mudança repentina, depois de noites seguidas a adormecer com lágrimas e tristeza, passou a adormecer com um sorriso nos lábios.

A mudança tinha sido física, não se viam ia fazer quase um mês, mas falavam-se todos os dias. Quando se falavam ela ficava feliz afinal ele não a esquecera. Ele teve que ir embora, tinha as suas razões, os seus motivos. Ela podia não entender, mas aceitava-os com algumas interrogações, nada podia fazer para ele mudar de ideias, por isso aceitou. Foi quando aceitou que ela mudou o seu comportamento. Passou a sorrir mais, a ter um brilho nos olhos, a sentir-se mulher outra vez.
A confiança voltou a apoderar-se dela.

Falavam do quanto se desejavam, das saudades que tinham, de um possível encontro rápido ou não. Brincavam, provocavam-se, mas sobretudo falavam. Era isso que os unia neste momento.

Ao final do dia despediam-se com um até amanhã, um amanhã com mais desejo, com mais saudades e seria assim até ao dia do seu reencontro.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Frio

A noite estava fria, mas ela sentia um frio diferente. Que frio seria esse que a dominava nessa noite?
Na cama só estava ela, sozinha, a chorar pelo frio que sentia. Queria sentir-se quente, mas não o conseguia, nada a aquecia.

O frio vinha da sua alma que estava só, a alma não aquecia, nem as recordações conseguiam aquece-la. Nada, nada, apenas aquele frio estranho que entrou também no seu corpo. Que se passava? Por momentos pensou no frio dos mortos, mas este era diferente, nada tinha haver com morte. E se dormisse? Será que conseguia aquecer?

Levantou-se, fez um chá bem quente, adoçou com açúcar, bebe-o aos poucos para que cada gole quente a aquece-se. No fim sentiu-se um pouco mais confortável, deitou-se e adormeceu com as suas recordações à espera de mais um sonho.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Ainda os amantes

Depois de meses de paixão foram separados pela vida. Cada um em sua casa, na sua vida.
Todas as noites ela se pergunta como estará ele. Estará feliz? Ela não o está, ela é invadida pela tristeza, ela é invadida pela raiva de não o poder ter. E ele? Que pensa a cada noite. Será que se lembra dela? Será que sente a sua falta?

Ela sempre soube o seu papel, afinal ela era a amante. E agora o que ela é? Agora ela é uma mulher só.

Será que um dia ela vai tornar a ser feliz? Será que vai encontrar outro amante, mas também companheiro?

Não sabe o futuro, ninguém sabe e por mais que ela pensa que sabe, as dúvidas surgem todas as noites. Noites essas frias e de chuva, como a sua alma.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Os amantes

Conheceram-se e tornaram-se amantes. Foram amantes durante meses, meses doces e plenos de paixão.

Lamentavam o tempo em que não se conheceram, lamentavam os anos que se passaram sem se cruzarem. Tudo teria sido diferente, as suas vidas teriam sido muito diferentes porque estavam juntos mais tempo. Talvez hoje fossem um casal cansado da rotina ou talvez não. Ninguém sabe porque não se conheceram nessa altura. Conheceram-se agora e a vida deles mudou.

A vida mudou para melhor, estavam apaixonados, viviam essa paixão todos os dias. A vantagem dos amantes, afinal existem vantagens nos amantes.

Ela nunca se tinha entregue daquela maneira. Entregou-se de corpo e alma à paixão. Todos os dias entregava os seus orgasmos, todos os dias ficava exausta dos orgasmos. Sentia cada um deles com prazer,  os seus olhos ficavam cheios de lágrimas de prazer. Como se sentia bem ao seu lado. Como era bom ser mimada por alguém especial. Alguém que a fazia sentir-se única. 

Hoje ela recorda esses momentos porque a vida não os juntou antes. Hoje ela sente-se feliz porque ele a fez feliz. Hoje ela sente saudades, maldita palavra "saudade" tão nossa, tão portuguesa e tão triste.