Fui invadida por uma preguiça sem fim. Até escrever custa.
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quinta-feira, 16 de outubro de 2014
sábado, 30 de agosto de 2014
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Memórias
As saudades matam. Matam mais que balas ou doenças.
Mergulho em recordações, nos momentos só nossos. Ninguém pode tirar essas recordações, elas estão bem gravadas em mim.
Tudo é recordado com um sorriso e com lágrimas, foi tudo tão belo.
Cada noite, cada momento teve o seu encanto que jamais irei esquecer.
Tudo foi doce contigo, a vida foi doce e sei que continuará a ser porque mesmo afastados estamos próximos, talvez mais próximos.
As saudades matam. Matam mais que balas ou doenças, vamos ser fortes e ultrapassar a doença da saudade.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Dia
Mais uma vez o vento me acompanha. Acompanha-me num dia difícil e triste, já vai sendo um hábito nestas ultimas semanas. Talvez porque sabia que o dia ia chegar e chegou hoje assim de repente.
Sabia que estava próximo, que podia chegar a qualquer momento, mas será que estamos preparados para uma partida? Para uma separação eterna? Será que estamos preparados para deixar a felicidade e o amor ir embora? Confesso que não estava preparada, ao contrário de que eu pensava.
Faço um esforço para não caírem as lágrimas, para que ninguém dê por isso para não ter que dar explicações algumas.
Hoje estou triste, muito triste. Começou o meu luto de amor. Tenho o coração em pedra, tenho o cérebro parado.
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Mãos
São estas as mãos que me chamam para junto dele.
As mãos que me protegem, que me abraçam, que me acariciam.
Quando me abraçam eu desapareço no seu corpo de tão protegida que estou.
Quando me acariciam sinto-me tão feliz.
As suas mãos são macias, quentes, envolventes.
As suas mãos acariciam as minhas costas quando me abraçam, sinto o seu cheiro, os seus lábios no meu pescoço, os meus lábios beijam o seu pescoço e as mãos acariciam a sua cabeça.
É único aquele momento...Um momento de paz, de harmonia e de felicidade...Tudo isto sentido pelo toque das suas mãos e do seu abraço forte.
Como eu gosto daquelas suas mãos que têm a arte de me abraçar.
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Olhar
Gosto de olhar para ti sem que o percebas. Vejo as tuas expressões, o teu riso, os teus olhos, a tua boca. A boca que gosto de beijar e apetece sempre beijar. A mesma boca de onde saem as tuas palavras, por vezes doces, por vezes amargas.
Olho para ti e penso que és o que sempre esperei. Aquele que eu quero e que espero o tempo que for preciso. Aquele que me faz dizer o que eu pensei nunca dizer. Aquele que me faz calar.
sábado, 29 de junho de 2013
A pior conselheira
A noite é a pior de todas as conselheiras.
Só à noite penso em telefonar, em escrever tudo o que tenho guardado dentro de mim.
Só à noite penso em telefonar, em escrever tudo o que tenho guardado dentro de mim.
Abro as mensagens para te escrever, mas depressa apago, não me quero magoar mais. O silêncio idiota, as mentiras, tudo isto magoa, arde ainda na ferida aberta.
Não quero mais mentiras, se for para mentires não me fales, pelo menos por enquanto.
À noite imagino o que podíamos ter vivido e ao imaginar as lágrimas correm.
Por enquanto mantém-te em silêncio, não me digas nada porque eu vou seguir a minha vida. Vou ser o que não entendes que quero ser, de vontade, consciente, sem nenhuma culpa, apenas porque sei que o quero, porque sei que o sou.
domingo, 9 de junho de 2013
Quando um dia a morte bateu à porta e foi embora
Uma noite dormia na sua cama. Um sono calmante e repousante.
Sente-se a sair do seu corpo, ao fundo uma luz brilhante, clara, sem cor definida, não encadeava.
Vaguei-a até essa luz, aproximou-se. Ouviu uma voz chamar por si "vem, não tenhas medo", cada vez a luz estava mais próxima e uma mão esticada para ela ir, continuava a dizer "vem, não tenhas medo eu estou aqui".
Volta a vaguear, desta vez em direcção contrária da luz, passou por outros quartos, viu os seus familiares a dormir, chegou ao seu quarto e viu o seu corpo ainda deitado na cama, estava exactamente como quando o abandonou. Lentamente ocupou o seu corpo.
Quando estava no seu corpo, gritava, a voz não saia. Acordou sobressaltada, com medo. A partir desse dia, deixou de dormir, não tinha medo da morte apenas tinha medo que se voltar a acontecer, voltaria de novo para o seu corpo.
Ainda hoje se lembra de tudo e sabe que não foi um sonho, aconteceu mesmo, ela viu tudo. Quando se sonha não é tão real e isto foi real. Foi o que ela sempre disse.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Noite
É tarde, faz frio e chove, como se fosse uma noite de inverno, estamos em maio, devia estar mais quente e não devia chover.
O quarto está quente pelas nossas temperaturas. Falamos do nosso dia. Os dias que são sempre iguais, o tempo no trabalho, tempo parados no transito, o tempo que não temos para nós ou que queríamos ter. Quando chega este momento, o momento de estarmos sós, o momento de falarmos, de nos olharmos, de tocarmos-nos, de.......de tudo o que queremos e que não temos tempo, porque o tempo não para.
Adormecemos e amanhã será igual, sem tempo.
sábado, 27 de abril de 2013
terça-feira, 26 de março de 2013
Chuva
Num cais qualquer, espero que a chuva passe...
Olho um rio ou um mar, sempre com a chuva por companhia...
Espero por companhia à espera que a chuva passe...
A chuva não para, a companhia não aparece...
A companhia que não aparece e a chuva que não passa...
Num cais, olho um rio ou um mar...
Num cais num dia de chuva...
terça-feira, 19 de março de 2013
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Poema XLIV
Saberás que não te amo e que te amo
posto que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem uma metade de frio.
Eu te amo para começar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e para não deixar de amar-te nunca:
por isso não te amo ainda.
Te amo e não te amo como se tivesse
em minhas mãos as chaves da fortuna
e um incerto destino desafortunado.
Meu amor tem duas vidas para amar-te.
Por isso te amo quando não te amo
e por isso te amo quando te amo.
(Pablo Neruda in:” Cem sonetos de amor”)
Porque amanhã vai correr tudo e para teres a certeza disso, reenvio-te o poema do Pablo Neruda.
Só para ti um beijo muito doce...e sim ainda vamos falar muito...
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
O quase
Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.
Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.
Luiz Fernando Verissimo
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Prazer animal
Hoje chegaste com a tua vontade animal de me possuir. Acho que nunca te tinha visto assim. Despiste-me o mais rápido que conseguiste.
Senti a tua cara pelo corpo, a tua língua na minha pele. Paraste nos meus mamilos uns largos minutos, chupaste-os, mordeste-os, enquanto as tuas mãos iam mais para baixo, penetraste-me com os dedos, não tive hipótese de me defender. Será que eu me queria defender daquela vontade animal? Não, não queria. Sempre gostei da sua forma animal de me ter.
Viraste-me de costas, puseste-me de quatro, lubrificaste o meu anûs para poderes brincar com ele, punhas um dedo, tiravas, tornavas a por e a tirar enquanto ao mesmo tempo com os outros dedos penetravam-me.
Estivemos assim algum tempo, não se muito ou pouco, estava a gostar.
O frenesim dos dedos continuava, agora com mais rapidez e mais profundo. A minha respiração acelerava, os meus gemidos começaram-se a ouvir melhor, até que soltei o grito para expulsar todo o orgasmo que tinha tido.
Viraste-me e sentaste-me mesmo á tua frente, à altura ideal para o que querias, desapertei-te as calças, e a minha boca foi ao teu encontro. A minha boca sentiu toda a tua tesão, lambi como se deu um doce se trata-se (que doce), chupei com força e com algumas dentadinhas, antes de o tirar da boca, chupei-o ainda com mais intensidade. Tinha as mãos presas, só a boca estava livre, lambi, chupei as vezes que quis, até começas-te a movimentar as tuas ancas, fazias os movimentos para que entrasse ainda mais, entravas e saias vezes sem conta, até que senti o teu liquido doce na minha boca.
Viraste-me novamente de costas, comias-me como eu e tu gostamos. Com a tua força animal, ainda existente em ti, os movimentos rápidos, tão rápidos que mais uma vez tive daqueles orgasmos que gostas, continuavas, não paravas querias ter o teu orgasmo, mas antes de o teres, tive eu um bem forte, logo a seguir tiveste o teu. Senti-o dentro de mim. Depois deitaste-te em cima de mim, como um animal cansado, à espera de recuperar, entretanto beijavas-me, mordiscavas-me, estivemos assim um bocado.
Depois deitas-te ao meu lado, sorrias satisfeito e eu sorria satisfeita, gosto sempre de te dar esse prazer, o prazer que te ofereço com o meu prazer. E há melhor prazer que esse?
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
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